O mundo tem que acabar logo!

 

Para nascer um mundo novo – pós, novo mundo.

Para curar a doença da humanidade;

Para purificar o ar e limpar toda essa atmosfera poluída.

Poluída de perfume francês, de vapor de picanha e dos flatos – odor “tuttifrutti”.

O mundo tem que acabar logo, visse!

Porque não há mais concerto pra essa gambiarra

 – Que gambiarra de progresso vertical é essa?

Construída pelos engenheiros e operários ordinários

Que cotidianamente preparam massa cinza.

Subordinada a velar a morte do organismo vivo

 – A Terra. Oh terra.

Há uma era capital.

Jaz o meio de vida natural.

O mundo tem que acabar logo, oxente!

Para nascer uma nova gente,

Uma gente mais animal duque racional.

Porque o animal se respeita

E o homem se despeita.

O mundo tem que acabar logo, jão!

Porque não adianta fugir pro campo

Nem pras matas, nem pro cerrado.

Nem pro deserto e nem pra lua.

Porque enquanto existirem satélites, rádios,

Antenas, microondas e cabos de internet,

O ser humano, por mais desenvolvido que seja,

Irá reproduzir o espetáculo da mentira do primeiro mundo.

O mundo tem que acabar logo, sô!

Para que haja a necessária revolução,

A sua própria revolução, homem.

Só assim serás digno de evolução.

Cria-se então um novo-mundo-novo.

Moto perpétuo.

Epitáfios

 
 

Um minuto de silêncio, por favor!

Pela morte da cidade.

A cidade agora é só jazigos espalhados,

Escondidos sob o véu do indivíduo

 Com epitáfios para as suas substâncias,

Embora falecidas.

Porque em meio ao caos

A cidade é cotidianamente sepultada. 

 

 
Marca/aparição censurada pelo poder público

Aqui Jaz

A consciência,

A paciência,

A dignidade,

O respeito,

O bom senso,

O direito,

O moral,

A morada,

O solidário,

A infância,

A criança,

O lúdico,

A tolerância,

O humano,

O natural,

A paz,

O amor,

A família,

O ar puro,

A tradição,

A amizade,

A liberdade.

É natal…

Para essa  última postagem do ano, deixarei que a imagem fale por si só…

Desejamos para todos os leitores desse blogue uma boa e sincera reunião entre família, porque o momento propicia isso mesmo, que é o que vale a pena.

Em nota: O Marcelo – grande apreciador do Saci Urbano –  já tinha visto essa aparição e sugeriu a idéia.

É O…

A velocidade do tempo

Do Tempo em que o Saciu (Saci Urbano) fez suas primeiras aparições na cidade, pela minha observação, percebi que o tal ficou muito assustado com a correria do dia-a-dia. 

E olha que sacis não são de se assustarem com pouca coisa não. Só então eu percebi que ele havia se assustado com o Tempo na cidade. 

Foi então que notei o Tempo

E percebi que o Tempo já não é mais o mesmo Tempo

De 10 ou 20 tempos atrás

Eu não posso dar mais Tempo para essa frase

Pois graças ao Tempo

Eu ainda não atingi meus 30 ciclos de tempos nessa vida 

– Se  é que terei Tempo para outra vida .

Vejo que a velocidade das coisas sobre o Tempo torna-se algo assustador para qualquer saci. 

O Tempo em questão pode significar um ciclo de segundos, de minutos, horas, meio[s]-dia[s], semanas, meses, anos etcetera, que significa uma gama de Tempo… 

1 segundo pesa dez décimos de Tempo

1 minuto pesa sessenta segundos de Tempo

1 hora pesa sessenta minutos de Tempo

1 vida pesa o Tempo que for preciso. 

E de quanto Tempo precisamos para atender o nosso Tempo de vida? 

Disseram, Tempos atrás, que os sacis precisam de sete ciclos de Tempo para nascer e se jogar no mundo afora, com o Tempo de setenta e sete tempos de vida. É por isso que ele é um ser libertário e adora brincar com o Tempo das pessoas: porque ele já sabe o Tempo que tem para viver. 

Para os animais selvagens o Tempo que lhes resta é o tempo da sobrevivência na selva. 

As árvores, tempos atrás, não se preocupavam com o Tempo, mas nos tempos de hoje o que lhes resta é o Tempo, até serem serradas pelos humanos.

Humanos são seres vivos que subestimam o Tempo.

Os humanos pensam que sabem sobre o Tempo;

Os humanos não sabem nem o Tempo que têm. 

Os humanos se organizam pelo Tempo.

Matam-se pelo Tempo.

Matam pelo Tempo.

Matam o Tempo.

E o Tempo os mata também.