Por favor! Não pague pra vir o rosto do…

 Disso eu não sabia. Mas agora sei.

O Saci Urbano me disse que ele só mostrará o seu rosto em suas aparições quando realmente for necessário e está para surgir essa necessidade, caso o projeto do complexo hidrelétrico de Belo Monte, no estado do Pará, for executado.

Vocês nem imaginam o que pode acontecer se o Saciu decidir mostrar o rosto…

O que eu sei – e foi o próprio que me disse – é que suas aparições não serão nada pacíficas. Muita coisa NEGATIVA poderá acontecer. Sei que terá muito barulho, fogo, desastres urbanos nas maiores metrópoles do Brasil e os focos para os seus eventos serão os lugares onde estão os conglomerados do poder, seja este político, empresarial ou rural.

É melhor que as coisas fiquem como estão, porque, se eu fosse você, meu amigo… Não pagaria nenhum tostão furado para ver a face do Saci Urbano; nem com moeda chinesa.Nem morto.

Só os sacis mesmo para ter tamanhas razões para suas proezas e digo-lhes o seguinte: que essa espécie de “seres não-capturáveis” prevê muito bem o futuro.

O Saciu sabe que só quem ganhará com essas obras megalomaníacas são os homens brancos que governam este país, seja em cargos públicos ou na presidência de grandes empresas e instituições, desde sempre capitalistas e servos dos interesses de países do primeiro mundo, tão mal-sucedidos do ponto de vista ambiental.

E talvez seja por isso que o Saci Urbano, em suas raras aparições na Amazônia, tenha visto a quantidade de gringos corporativos transitando em cidades cercadas de tantas riquezas naturais.

O que um povo do Rio Xingu, que vive de acordo com sábios ensinamentos ancestrais, tem a ver com o seu banho quente, senhora? O que eles têm a ver com o seu carro do ano, senhor? O que eles têm a ver com o seu novo emprego e /ou primeiro emprego, jovem alienado?

Você gostaria que uma ordem de despejo, vinda de uma instituição da qual você é sócio e à qual paga contribuição todo mês, lhe tirasse o direito de ser o que é?

A “raça superior” ainda não conseguiu mostrar a sua superioridade, da qual tanto se vangloria, pois para fazer algo a favor do desenvolvimento e do progresso de seus povos sempre se limita a escorraçar uma “raça inferior” do caminho… E esse caminho, aonde vai dar? Alguém sabe me dizer? Tente me explicar para me convencer do contrário! Só não tente convencer o Saci Urbano porque senão ele há de ficar bem mais nervoso com essa história. Ah fica sim, que eu sei! Oras!

Para os desinformados sobre a Hidrelétrica de Belo Monte, segue os “linquis” contendo necessárias informações a respeito:

http://www.brasiloeste.com.br/noticia/2189/usina-belo-monte-xingu

http://www.socioambiental.org/esp/bm/index.asp

Belo Monte (PDF do RIMA_AHE Belo Monte)

Por favor! Não pague pra vir o rosto do…

Violência pro Lúdico

Vejam a capacidade que os Japoneses teem de implicar a rinha entre os pequenos  animais de estimação… São aqueles bichinhos que a criançada adora e que encaram uma grande depressão, digna de amor e afeto pelo animal quando este passa por desaparecido e/ou, pior, falecido.

 

E ainda tem bruxos com suas magias de efeitos especiais para deturpar o nosso folclore popular com esses “Dementadores” de crianças e adolescentes alienados.

O Saci Urbano não usa de magia e sim da ginga que a floresta e a rua lhe proporcionaram.

 

Você já tem um estilingue?

Mais registros fotográficos das marcas e aparições do nosso amigo legitimamente brasileiro – o Saci Urbano. Que aparece a contento daqueles que se preocupam em valorizar a nossa cultura popular.

É intrigante ver o uso oportuno das imagens dos “nossos” super-heróis, que tanto fizeram parte da nossa vida enquanto criança/adolescente/jovem, e agora adulto: pai e/ou mãe, que põe o filho na frente desses enlatados educativos quando é preciso descansar da vida dura de trabalhador proletariado (ou não, necessáriamente) e esquecemos do dever-prazer  em criar os nossos filhos, sendo este, o ser que será a continuação da nossa hitória.

Muitas vezes dispensamos a educação intuitiva (ou folclórica), porque, hoje, podemos terceirizar a criação e educação dos nossos guris.

E é justo nesse momento que a criança vai se acostumando a fazer parte de uma cultura de massa globalizada, ou até manipulada para a satisfação e imperialismo de um povo, que corrompe o nosso modo de viver, criando personagens infantís e super-heróis “para nos salvar”, nos vendendos guela abaixo, mesmo se tratando de imagens tão bem sucedidas, criadas por estes “preciosos” artistas do capitalismo.