A queda das máscaras

Caíram as verdadeiras máscaras das pessoas e as suas faces foram fatalmente reveladas.

Neste longo período de COVID-19, ficou mais fácil identificar quem são as pessoas que se importam com as outras em sua volta; e as que se importam apenas consigo mesmas.

Saci em distanciamento social

As pessoas que se importam consigo mesmas são opressoras por natureza, e/ou por formação egocêntrica. São pessoas sem comoção e para elas a vida do outro terá de ser inferior a sua – e um detalhe: elas não usaram máscaras de proteção facial em espaços coletivos durante a pandemia de COVID-19.

As pessoas que se importam com tudo em sua volta (seres vivos e meio ambiente) sempre serão oprimidas pela natureza do seu opressor. São pessoas com comoção e para elas a vida do outro é tão importante quanto a sua própria vida e elas almejam uma convivência pacífica com as mesmas condições e oportunidades – e um detalhe: elas usaram máscaras de proteção facial em espaços coletivos durante a pandemia de COVID-19.

Tal fenômeno social explica a existência/persistência/resistência/permanência de Sacis nessa grande terra-local e justifica o motivo de suas peraltices, pois ficou confirmado a existência do povoamento com muitas pessoas opressoras.

Saci em distanciamento social

Porque censuram o Saci Urbano?

Sintomaticamente apagam-se diversos graffiti com marcações de aparições do Saci Urbano pela Grande São Paulo e capital. Seja para a manutenção da palidez das cidades e/ou pior: para censurar os comentários visuais que a obra imprime nos muros.

A obra já foi apagada diversas vezes por causa de representação gráfica do cachimbo do saci, por causa da representação gráfica de figura monopé; por causa da cor (preto fosco) e até por fanatismo religioso ou ignorância cultural de pessoas reacionárias.

 

 

No entanto, a obra jamais havia sido apagada por questões políticas.

 

Ficou claro que um trabalho coberto com tinta dessa maneira é para calar o comentário visual da obra, seja para censurar o seu conteúdo, até então implícito na poesia da imagem. E o que é mais grave: é um atentado contra a liberdade de expressão.