A queda das máscaras

Caíram as verdadeiras máscaras das pessoas e as suas faces foram fatalmente reveladas.

Neste longo período de COVID-19, ficou mais fácil identificar quem são as pessoas que se importam com as outras em sua volta; e as que se importam apenas consigo mesmas.

Saci em distanciamento social

As pessoas que se importam consigo mesmas são opressoras por natureza, e/ou por formação egocêntrica. São pessoas sem comoção e para elas a vida do outro terá de ser inferior a sua – e um detalhe: elas não usaram máscaras de proteção facial em espaços coletivos durante a pandemia de COVID-19.

As pessoas que se importam com tudo em sua volta (seres vivos e meio ambiente) sempre serão oprimidas pela natureza do seu opressor. São pessoas com comoção e para elas a vida do outro é tão importante quanto a sua própria vida e elas almejam uma convivência pacífica com as mesmas condições e oportunidades – e um detalhe: elas usaram máscaras de proteção facial em espaços coletivos durante a pandemia de COVID-19.

Tal fenômeno social explica a existência/persistência/resistência/permanência de Sacis nessa grande terra-local e justifica o motivo de suas peraltices, pois ficou confirmado a existência do povoamento com muitas pessoas opressoras.

Saci em distanciamento social

Fragilidade

A sociedade-capital está frágil.

As instituições do Estado são frágeis porque permitem a dependência de recursos estrangeiros.

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Exercem a opressão sobre a classe trabalhadora, fragilizando-a ainda mais.

Mas todo o Estado fica frágil diante dos desejos da classe abastada.

A humanidade só é frágil diante da fome e da sede.

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O ser humano consumista de uma sociedade fragilizada é e sempre será frágil perante os estímulos da violência, da vaidade, da libido, da inveja e do pré-conceito; e sempre dará audiência para os seus ídolos, que são tão frágeis quanto.

Porém, em uma sociedade fragilizada, o ser humano forte erra quando demonstra resistência.

Pois a sociedade frágil irá chamá-lo de louco,

de antissocial e até de Saci Urbano.

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Um Estado fraco, em uma sociedade frágil, propõe – à força! – a presença da neve em terra tropical para aquecer a sua economia.

Essa sociedade frágil, porém racional, anuncia desejos de consumo no caminho do trabalhador;

Essa sociedade frágil, porém racional, compartilha os interesses externos no telejornal;

 Essa sociedade frágil, porém racional, se utiliza de métodos baratos para calar a arte do artista.

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A elite age impiedosamente na fragilidade animal da pessoa humana.

E, assim, se fortalece a fragilidade da sociedade contemporânea.

É frágil a ponto de ter como sentido de sua existência o excessivo consumo de bens materiais à custa de seres vivos; e também de serviços para obterem bens imateriais, editados e manufaturados por essa sociedade.

O fato é que tal fragilidade propõe a exclusão social de quem é resistente.

O mundo tem que acabar logo!

 

Para nascer um mundo novo – pós, novo mundo.

Para curar a doença da humanidade;

Para purificar o ar e limpar toda essa atmosfera poluída.

Poluída de perfume francês, de vapor de picanha e dos flatos – odor “tuttifrutti”.

O mundo tem que acabar logo, visse!

Porque não há mais concerto pra essa gambiarra

 – Que gambiarra de progresso vertical é essa?

Construída pelos engenheiros e operários ordinários

Que cotidianamente preparam massa cinza.

Subordinada a velar a morte do organismo vivo

 – A Terra. Oh terra.

Há uma era capital.

Jaz o meio de vida natural.

O mundo tem que acabar logo, oxente!

Para nascer uma nova gente,

Uma gente mais animal duque racional.

Porque o animal se respeita

E o homem se despeita.

O mundo tem que acabar logo, jão!

Porque não adianta fugir pro campo

Nem pras matas, nem pro cerrado.

Nem pro deserto e nem pra lua.

Porque enquanto existirem satélites, rádios,

Antenas, microondas e cabos de internet,

O ser humano, por mais desenvolvido que seja,

Irá reproduzir o espetáculo da mentira do primeiro mundo.

O mundo tem que acabar logo, sô!

Para que haja a necessária revolução,

A sua própria revolução, homem.

Só assim serás digno de evolução.

Cria-se então um novo-mundo-novo.

Moto perpétuo.

Por favor! Não pague pra vir o rosto do…

 Disso eu não sabia. Mas agora sei.

O Saci Urbano me disse que ele só mostrará o seu rosto em suas aparições quando realmente for necessário e está para surgir essa necessidade, caso o projeto do complexo hidrelétrico de Belo Monte, no estado do Pará, for executado.

Vocês nem imaginam o que pode acontecer se o Saciu decidir mostrar o rosto…

O que eu sei – e foi o próprio que me disse – é que suas aparições não serão nada pacíficas. Muita coisa NEGATIVA poderá acontecer. Sei que terá muito barulho, fogo, desastres urbanos nas maiores metrópoles do Brasil e os focos para os seus eventos serão os lugares onde estão os conglomerados do poder, seja este político, empresarial ou rural.

É melhor que as coisas fiquem como estão, porque, se eu fosse você, meu amigo… Não pagaria nenhum tostão furado para ver a face do Saci Urbano; nem com moeda chinesa.Nem morto.

Só os sacis mesmo para ter tamanhas razões para suas proezas e digo-lhes o seguinte: que essa espécie de “seres não-capturáveis” prevê muito bem o futuro.

O Saciu sabe que só quem ganhará com essas obras megalomaníacas são os homens brancos que governam este país, seja em cargos públicos ou na presidência de grandes empresas e instituições, desde sempre capitalistas e servos dos interesses de países do primeiro mundo, tão mal-sucedidos do ponto de vista ambiental.

E talvez seja por isso que o Saci Urbano, em suas raras aparições na Amazônia, tenha visto a quantidade de gringos corporativos transitando em cidades cercadas de tantas riquezas naturais.

O que um povo do Rio Xingu, que vive de acordo com sábios ensinamentos ancestrais, tem a ver com o seu banho quente, senhora? O que eles têm a ver com o seu carro do ano, senhor? O que eles têm a ver com o seu novo emprego e /ou primeiro emprego, jovem alienado?

Você gostaria que uma ordem de despejo, vinda de uma instituição da qual você é sócio e à qual paga contribuição todo mês, lhe tirasse o direito de ser o que é?

A “raça superior” ainda não conseguiu mostrar a sua superioridade, da qual tanto se vangloria, pois para fazer algo a favor do desenvolvimento e do progresso de seus povos sempre se limita a escorraçar uma “raça inferior” do caminho… E esse caminho, aonde vai dar? Alguém sabe me dizer? Tente me explicar para me convencer do contrário! Só não tente convencer o Saci Urbano porque senão ele há de ficar bem mais nervoso com essa história. Ah fica sim, que eu sei! Oras!

Para os desinformados sobre a Hidrelétrica de Belo Monte, segue os “linquis” contendo necessárias informações a respeito:

http://www.brasiloeste.com.br/noticia/2189/usina-belo-monte-xingu

http://www.socioambiental.org/esp/bm/index.asp

Belo Monte (PDF do RIMA_AHE Belo Monte)

Por favor! Não pague pra vir o rosto do…

É natal…

Para essa  última postagem do ano, deixarei que a imagem fale por si só…

Desejamos para todos os leitores desse blogue uma boa e sincera reunião entre família, porque o momento propicia isso mesmo, que é o que vale a pena.

Em nota: O Marcelo – grande apreciador do Saci Urbano –  já tinha visto essa aparição e sugeriu a idéia.

É O…