Fragilidade

A sociedade-capital está frágil.

As instituições do Estado são frágeis porque permitem a dependência de recursos estrangeiros.

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Exercem a opressão sobre a classe trabalhadora, fragilizando-a ainda mais.

Mas todo o Estado fica frágil diante dos desejos da classe abastada.

A humanidade só é frágil diante da fome e da sede.

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O ser humano consumista de uma sociedade fragilizada é e sempre será frágil perante os estímulos da violência, da vaidade, da libido, da inveja e do pré-conceito; e sempre dará audiência para os seus ídolos, que são tão frágeis quanto.

Porém, em uma sociedade fragilizada, o ser humano forte erra quando demonstra resistência.

Pois a sociedade frágil irá chamá-lo de louco,

de antissocial e até de Saci Urbano.

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Um Estado fraco, em uma sociedade frágil, propõe – à força! – a presença da neve em terra tropical para aquecer a sua economia.

Essa sociedade frágil, porém racional, anuncia desejos de consumo no caminho do trabalhador;

Essa sociedade frágil, porém racional, compartilha os interesses externos no telejornal;

 Essa sociedade frágil, porém racional, se utiliza de métodos baratos para calar a arte do artista.

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A elite age impiedosamente na fragilidade animal da pessoa humana.

E, assim, se fortalece a fragilidade da sociedade contemporânea.

É frágil a ponto de ter como sentido de sua existência o excessivo consumo de bens materiais à custa de seres vivos; e também de serviços para obterem bens imateriais, editados e manufaturados por essa sociedade.

O fato é que tal fragilidade propõe a exclusão social de quem é resistente.

O mundo tem que acabar logo!

 

Para nascer um mundo novo – pós, novo mundo.

Para curar a doença da humanidade;

Para purificar o ar e limpar toda essa atmosfera poluída.

Poluída de perfume francês, de vapor de picanha e dos flatos – odor “tuttifrutti”.

O mundo tem que acabar logo, visse!

Porque não há mais concerto pra essa gambiarra

 – Que gambiarra de progresso vertical é essa?

Construída pelos engenheiros e operários ordinários

Que cotidianamente preparam massa cinza.

Subordinada a velar a morte do organismo vivo

 – A Terra. Oh terra.

Há uma era capital.

Jaz o meio de vida natural.

O mundo tem que acabar logo, oxente!

Para nascer uma nova gente,

Uma gente mais animal duque racional.

Porque o animal se respeita

E o homem se despeita.

O mundo tem que acabar logo, jão!

Porque não adianta fugir pro campo

Nem pras matas, nem pro cerrado.

Nem pro deserto e nem pra lua.

Porque enquanto existirem satélites, rádios,

Antenas, microondas e cabos de internet,

O ser humano, por mais desenvolvido que seja,

Irá reproduzir o espetáculo da mentira do primeiro mundo.

O mundo tem que acabar logo, sô!

Para que haja a necessária revolução,

A sua própria revolução, homem.

Só assim serás digno de evolução.

Cria-se então um novo-mundo-novo.

Moto perpétuo.

Por favor! Não pague pra vir o rosto do…

 Disso eu não sabia. Mas agora sei.

O Saci Urbano me disse que ele só mostrará o seu rosto em suas aparições quando realmente for necessário e está para surgir essa necessidade, caso o projeto do complexo hidrelétrico de Belo Monte, no estado do Pará, for executado.

Vocês nem imaginam o que pode acontecer se o Saciu decidir mostrar o rosto…

O que eu sei – e foi o próprio que me disse – é que suas aparições não serão nada pacíficas. Muita coisa NEGATIVA poderá acontecer. Sei que terá muito barulho, fogo, desastres urbanos nas maiores metrópoles do Brasil e os focos para os seus eventos serão os lugares onde estão os conglomerados do poder, seja este político, empresarial ou rural.

É melhor que as coisas fiquem como estão, porque, se eu fosse você, meu amigo… Não pagaria nenhum tostão furado para ver a face do Saci Urbano; nem com moeda chinesa.Nem morto.

Só os sacis mesmo para ter tamanhas razões para suas proezas e digo-lhes o seguinte: que essa espécie de “seres não-capturáveis” prevê muito bem o futuro.

O Saciu sabe que só quem ganhará com essas obras megalomaníacas são os homens brancos que governam este país, seja em cargos públicos ou na presidência de grandes empresas e instituições, desde sempre capitalistas e servos dos interesses de países do primeiro mundo, tão mal-sucedidos do ponto de vista ambiental.

E talvez seja por isso que o Saci Urbano, em suas raras aparições na Amazônia, tenha visto a quantidade de gringos corporativos transitando em cidades cercadas de tantas riquezas naturais.

O que um povo do Rio Xingu, que vive de acordo com sábios ensinamentos ancestrais, tem a ver com o seu banho quente, senhora? O que eles têm a ver com o seu carro do ano, senhor? O que eles têm a ver com o seu novo emprego e /ou primeiro emprego, jovem alienado?

Você gostaria que uma ordem de despejo, vinda de uma instituição da qual você é sócio e à qual paga contribuição todo mês, lhe tirasse o direito de ser o que é?

A “raça superior” ainda não conseguiu mostrar a sua superioridade, da qual tanto se vangloria, pois para fazer algo a favor do desenvolvimento e do progresso de seus povos sempre se limita a escorraçar uma “raça inferior” do caminho… E esse caminho, aonde vai dar? Alguém sabe me dizer? Tente me explicar para me convencer do contrário! Só não tente convencer o Saci Urbano porque senão ele há de ficar bem mais nervoso com essa história. Ah fica sim, que eu sei! Oras!

Para os desinformados sobre a Hidrelétrica de Belo Monte, segue os “linquis” contendo necessárias informações a respeito:

http://www.brasiloeste.com.br/noticia/2189/usina-belo-monte-xingu

http://www.socioambiental.org/esp/bm/index.asp

Belo Monte (PDF do RIMA_AHE Belo Monte)

Por favor! Não pague pra vir o rosto do…

É natal…

Para essa  última postagem do ano, deixarei que a imagem fale por si só…

Desejamos para todos os leitores desse blogue uma boa e sincera reunião entre família, porque o momento propicia isso mesmo, que é o que vale a pena.

Em nota: O Marcelo – grande apreciador do Saci Urbano –  já tinha visto essa aparição e sugeriu a idéia.

É O…

A velocidade do tempo

Do Tempo em que o Saciu (Saci Urbano) fez suas primeiras aparições na cidade, pela minha observação, percebi que o tal ficou muito assustado com a correria do dia-a-dia. 

E olha que sacis não são de se assustarem com pouca coisa não. Só então eu percebi que ele havia se assustado com o Tempo na cidade. 

Foi então que notei o Tempo

E percebi que o Tempo já não é mais o mesmo Tempo

De 10 ou 20 tempos atrás

Eu não posso dar mais Tempo para essa frase

Pois graças ao Tempo

Eu ainda não atingi meus 30 ciclos de tempos nessa vida 

– Se  é que terei Tempo para outra vida .

Vejo que a velocidade das coisas sobre o Tempo torna-se algo assustador para qualquer saci. 

O Tempo em questão pode significar um ciclo de segundos, de minutos, horas, meio[s]-dia[s], semanas, meses, anos etcetera, que significa uma gama de Tempo… 

1 segundo pesa dez décimos de Tempo

1 minuto pesa sessenta segundos de Tempo

1 hora pesa sessenta minutos de Tempo

1 vida pesa o Tempo que for preciso. 

E de quanto Tempo precisamos para atender o nosso Tempo de vida? 

Disseram, Tempos atrás, que os sacis precisam de sete ciclos de Tempo para nascer e se jogar no mundo afora, com o Tempo de setenta e sete tempos de vida. É por isso que ele é um ser libertário e adora brincar com o Tempo das pessoas: porque ele já sabe o Tempo que tem para viver. 

Para os animais selvagens o Tempo que lhes resta é o tempo da sobrevivência na selva. 

As árvores, tempos atrás, não se preocupavam com o Tempo, mas nos tempos de hoje o que lhes resta é o Tempo, até serem serradas pelos humanos.

Humanos são seres vivos que subestimam o Tempo.

Os humanos pensam que sabem sobre o Tempo;

Os humanos não sabem nem o Tempo que têm. 

Os humanos se organizam pelo Tempo.

Matam-se pelo Tempo.

Matam pelo Tempo.

Matam o Tempo.

E o Tempo os mata também.