Não vai nevar no Natal

V E R Ã O   C O M   C A L O R   Q U E   A Q U I   N Ã O   V A I   N E V A R.

Verão com calor que a sociedade-capital, essa que espera a neve legitimar a presença de pinheiros em terra de embaúbas, não possui identidade cultural, digna da sua terra-local.

Verão com calor que a sociedade-capital, essa que espera a neve legitimar a ideia de papais noéus, renas e trenós, saírem de terras frias para se aquecerem em terras tropicais, sofrerá em depressão após decepção.

Verão com calor que a sociedade-capital atende pela cultura de massa, de natureza do consumismo, para o “bem viver” à sua maneira.

fotos_Saci-Urbano_2014
fotos_Saci-Urbano_2014

Verão com calor que a sociedade-capital, por não manter uma identidade cultural de proveniência primitiva, religiosa, tradicional, ou ideológica, extrapola os limites do bom senso e da lógica natural das condições geográficas de uma grande terra-local.

Verão com calor que a sociedade-capital apenas age por estímulos comerciais e obedece ao movimento do consumo inconsciente, e a família dos homens-2000 se une para trocar produtos entre si.

Verão com calor que após o culto de natal haverá a ressaca.

Verão com calor que a neve virtual e imaginária de alguns dias atrás já não existe mais nessa terra-local.
Verão que é proibido nevar em terra tropical.

fotos_Saci-Urbano_2014
fotos_Saci-Urbano_2014

Verão com calor que as classes da sociedade-capital se posicionaram,
cada qual em seu lugar, sob condição estabelecida pelo capitalismo vigente.

Verão com calor que a classe abastada da sociedade-capital ficará no usufruto exclusivo das reservas naturais dessa grande terra-mar-local.

Verão com calor que a classe dos trabalhadores da sociedade-capital ficará aglomerada aos mesmos locais acessíveis às suas condições econômicas.

Verão que no próximo verão não vai nevar nessa terra-local. Pelo menos não naturalmente.

 

HORA-AÇÃO (ORAÇÃO) DE TODOS OS SACIS | Time-action (prayer) of all sacis | Tiempo de acción (la oración) de todos los sacis

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“Pai Nosso” que estais nos nortes

“Our Father” who art in the North

“Padre Nuestro” que estás en el Norte

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Amaldiçoado seja o vosso império

Cursed be thy empire

Maldito sea tu imperio

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Sobre nós, o vosso reino

About we thy kingdom

Arriba de nosotros, tu reino

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Sempre impondo a vossa vontade

Ever imposing thy will

Siempre impone su voluntad

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Aqui na América Latina como na Arábia Saudita

Here in Latin America as in Saudi Arabia

En la América Latina como en Arabia

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O pão vosso de cada dia nós não queremos mais

Keep this day your daily bread

Tu pan de cada día ya no lo queremos

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Não perdoamos o quanto nos tem ofendido

We do not forgive your trespasses

No perdonamos tus mentiras

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 E não cairemos em tentação

 And thou will not lead us into temptation

 Y no vamos a caer en la tentación

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Mas livrai-nos desse mal.

But deliver us from this evil.

Y líbranos de este mal.

amém

Invasão de Seres Folclóricos no SESC Santo André

Está  acontecendo uma exposição muito bacana nessa Instituição de Cunho Cultural.

Como o Mês de Agosto faz referência ao Folclórico Popular, o Saci Urbano aproveitou a brecha e Invadiu a Instituição, levando consigo, personagens que fazem Jus ao tema Sugestivo para as suas aparições em público.

Exposição com caráter Multimídia intitulada  “FOLCLORE URBANO” traz representações de fatos folclóricos e retrata personagens do folclore urbano como a Loira do Banheiro, o Velho do Saco, o Palhaço da Kombi, o Bicho Papão  e outros mais.

E como não poderia faltar, os personagens tradicionais do folclore rural e da mata como o Saci,  Caipora,  Curupira, Lobisomem, a Mula sem Cabeça e o Boitatá, em diversos suportes e formatos, nos traços e formas dinâmicas apresentadas pelo  Artista que assina essa Exposição, e que faz questão de compartilhar os nomes de Brasileiros que indiretamente colaboraram para a realização dessa mostra de arte popular, gratuita a um público que precisa ocupar esses espaços.

São eles:  Marcio Fidelis (Escultor /Artista Plástico), Jailton (Produtor Cultural), Lene (Costureira), Ivair (Marceneiro),  Sivaldo (técnico em manutenção) e Dênis (Designer Gráfico).

O Saci Urbano invadiu o espaço em defesa desse folclore popular e urbano, sempre na sua forma Livre (libertária), em carater de Intervenção, como continua aparecendo nas ruas das cidades metropolitanas.

Exposição FOLCLORE URBANO, de 03 á 31 de Agosto de 2010

de terça-feira á sexta-feira, das 11h ás 21h30

Sábado e Dimingo, das 09h30 ás 17h30

No SESC Santo André, Rua Tamarutaca, 302 Vila Guiomar, Santo André, SP

Tempos de Copa do Mundo

Nesse Período de Copa do Mundo de Futebol o Saci Urbano em meio a suas andanças por essas cidades urbanas percebeu o quanto o povo brasileiro, que se diz “brasileiro”, é facilmente condicionado a obedecer e agir conforme a dança que a grande mídia os impõe.

 

Moda da Copa

“Senhoras e senhores consumistas de todo o Brasil”,

É hora de comprar e vestir as camisetas e os blusões do Time CBF, com cores verde e amarelo.

Façam filas nos supermercados e comprem todos os produtos desnecessários que fazem referência ao “Brasil Hexa”.

Em cada jogo do time CBF preparem seus kits de entorpecentes alcoólicos e façam um carnaval fora de época.

Comprem fogos de artífices para estourarem em cada gol feito pelo time CBF e que não consigamos vir nenhum cachorro na rua.

Se o time CBF ganhar o jogo taí mais um motivo para as senhoras e os senhores estenderem a balada até o início da madrugada.

Esqueçam os problemas:  desigualdade, corrupção e a má educação no ensino público; a má saúde pública e  a violência, a impunidade parlamentar e etc…

Neste período é tempos de torcer, vibrar, se emocionar, consumir, gastar dinheiro com bobagens e tirar uma folguinha no trabalho para se sentirem [quase livres], pois não faltem com o compromisso de assistir os jogos do time CBF pelos novos aparelhos de TV, recentemente adquiridos;

Comprem os produtos da Copa: Bandeirolas, camisetas, Fitas e faixas de cor amarelo e verde, cáu e pigmentos dessas mesmas cores.

Enfeitem suas ruas, calçadas, postes e as fachadas de suas casas, para participarem  da brincadeira e cantarem todos juntos –  “Eu… Sou Brasileiro”… Com muito orgulho… Com muito amor… Oôooo…

E então assistimos o Time CBF composto por jogadores de maioria brasileiros-estrangeiros, que foram mimados pelo capitalismo, agredir moralmente um time de um país vizinho como Chile e em seguida perder a Copa para um time de um país Dominador como a Holanda.

O Time CBF representante do país Brasil perdeu a partida de futebol. Foi desclassificado. Acabou.

Senhoras e senhores… Agora esqueçam tudo… Parem, parem… Joguem todas essas bugigangas de cores amarelo e verde fora e voltem a vida normal.

Continuem sendo “Civis Colonizados”, pois agora não temos mais motivos para torcer pelo time CBF e lembrar que somos “brasileiros”.

Com certeza os “Sacis Urbanos” e seus amigos folclóricos, a Fauna e a Flora, e os povos indígenas foram desde sempre assiduamente brasileiros (amantes e orgulhosos do lugar onde vivem) antes, quando t[T]erras livres, (desconhecida entre as Américas) e depois, quando invadidas por homens que me deixaram com este “Vaz” no meu sobrenome.

Você já tem um estilingue?

Mais registros fotográficos das marcas e aparições do nosso amigo legitimamente brasileiro – o Saci Urbano. Que aparece a contento daqueles que se preocupam em valorizar a nossa cultura popular.

É intrigante ver o uso oportuno das imagens dos “nossos” super-heróis, que tanto fizeram parte da nossa vida enquanto criança/adolescente/jovem, e agora adulto: pai e/ou mãe, que põe o filho na frente desses enlatados educativos quando é preciso descansar da vida dura de trabalhador proletariado (ou não, necessáriamente) e esquecemos do dever-prazer  em criar os nossos filhos, sendo este, o ser que será a continuação da nossa hitória.

Muitas vezes dispensamos a educação intuitiva (ou folclórica), porque, hoje, podemos terceirizar a criação e educação dos nossos guris.

E é justo nesse momento que a criança vai se acostumando a fazer parte de uma cultura de massa globalizada, ou até manipulada para a satisfação e imperialismo de um povo, que corrompe o nosso modo de viver, criando personagens infantís e super-heróis “para nos salvar”, nos vendendos guela abaixo, mesmo se tratando de imagens tão bem sucedidas, criadas por estes “preciosos” artistas do capitalismo.