O mundo tem que acabar logo!

 

Para nascer um mundo novo – pós, novo mundo.

Para curar a doença da humanidade;

Para purificar o ar e limpar toda essa atmosfera poluída.

Poluída de perfume francês, de vapor de picanha e dos flatos – odor “tuttifrutti”.

O mundo tem que acabar logo, visse!

Porque não há mais concerto pra essa gambiarra

 – Que gambiarra de progresso vertical é essa?

Construída pelos engenheiros e operários ordinários

Que cotidianamente preparam massa cinza.

Subordinada a velar a morte do organismo vivo

 – A Terra. Oh terra.

Há uma era capital.

Jaz o meio de vida natural.

O mundo tem que acabar logo, oxente!

Para nascer uma nova gente,

Uma gente mais animal duque racional.

Porque o animal se respeita

E o homem se despeita.

O mundo tem que acabar logo, jão!

Porque não adianta fugir pro campo

Nem pras matas, nem pro cerrado.

Nem pro deserto e nem pra lua.

Porque enquanto existirem satélites, rádios,

Antenas, microondas e cabos de internet,

O ser humano, por mais desenvolvido que seja,

Irá reproduzir o espetáculo da mentira do primeiro mundo.

O mundo tem que acabar logo, sô!

Para que haja a necessária revolução,

A sua própria revolução, homem.

Só assim serás digno de evolução.

Cria-se então um novo-mundo-novo.

Moto perpétuo.

Trafegando em Veículos “não-poluentes”

Sabia que o Saci Urbano também anda de bicicleta? E porque não?

O fato de ele ser perneta não justifica que seja incapaz de correr se equilibrando por duas rodas. Mas, até aí é fácil. O estranho é como ele pode pedalar com apenas uma perna?

Quem já saiu pra um rolê distante em cima de uma magrela e no meio do caminho o pedal calhou de se quebrar, ou mesmo que estivesse com a rosca espanada e não se firma mais no pé-de-vela. Daí é que o ciclista encontra uma solução e se torna um Saci pondo toda a força em apenas uma das pernas, na que tem o pedal funcionando normalmente, para que o pé-de-vela complete o movimento de 360º (graus) contínuo. Então o “cidadão-saci” prossegue o seu trajeto, e não passeio; porque essa pessoa que se faz de saci deveria estar no percurso a caminho do trabalho, pois se fosse apenas um passeio, sem ter pressa de chegar no horário, essa pessoa não se ajeitaria dessa forma, talvez ligasse para alguém acudi-lo, ou empurraria sua bicicleta até encontrar alguma ajuda; ou retornaria para casa.

Sendo um mero (operário), que depende desse tipo de veículo – não-poluente – para se locomover ao trabalho, no entanto a necessidade “fala mais alto” e o cara acha a forma mais simples, porém, não mais confortável, para seguir adiante e não chegar atrasado em seu emprego, pois o chefe e/ou encarregado, não ta nem aí, se o pneu da magrela furou, ou se este brasileiro sofreu algum tipo de acidente na rua, pois ainda não é em todo lugar que se encontram ciclovias para trafegar com veículos não-poluentes.

Detalhe: na aparição desse Saci Urbano em horário comercial só se via trabalhadores “esquisitos” – assim como eu – indo e vindo com suas bicicletas de modelos variados, muitas dessas compostas com peças de vários outros modelos, garantindo seu perfeito funcionamento para trafegar sobre a ciclovia e calçadas esburacadas.