O mundo tem que acabar logo!

 

Para nascer um mundo novo – pós, novo mundo.

Para curar a doença da humanidade;

Para purificar o ar e limpar toda essa atmosfera poluída.

Poluída de perfume francês, de vapor de picanha e dos flatos – odor “tuttifrutti”.

O mundo tem que acabar logo, visse!

Porque não há mais concerto pra essa gambiarra

 – Que gambiarra de progresso vertical é essa?

Construída pelos engenheiros e operários ordinários

Que cotidianamente preparam massa cinza.

Subordinada a velar a morte do organismo vivo

 – A Terra. Oh terra.

Há uma era capital.

Jaz o meio de vida natural.

O mundo tem que acabar logo, oxente!

Para nascer uma nova gente,

Uma gente mais animal duque racional.

Porque o animal se respeita

E o homem se despeita.

O mundo tem que acabar logo, jão!

Porque não adianta fugir pro campo

Nem pras matas, nem pro cerrado.

Nem pro deserto e nem pra lua.

Porque enquanto existirem satélites, rádios,

Antenas, microondas e cabos de internet,

O ser humano, por mais desenvolvido que seja,

Irá reproduzir o espetáculo da mentira do primeiro mundo.

O mundo tem que acabar logo, sô!

Para que haja a necessária revolução,

A sua própria revolução, homem.

Só assim serás digno de evolução.

Cria-se então um novo-mundo-novo.

Moto perpétuo.

Violência pro Lúdico

Vejam a capacidade que os Japoneses teem de implicar a rinha entre os pequenos  animais de estimação… São aqueles bichinhos que a criançada adora e que encaram uma grande depressão, digna de amor e afeto pelo animal quando este passa por desaparecido e/ou, pior, falecido.

 

E ainda tem bruxos com suas magias de efeitos especiais para deturpar o nosso folclore popular com esses “Dementadores” de crianças e adolescentes alienados.

O Saci Urbano não usa de magia e sim da ginga que a floresta e a rua lhe proporcionaram.

 

É o Saci Urbano à Carioca

Quem chegar no Rio de Busão, vai conferir ao lado da Rodoviária Novo Rio

Nessa semana o Saci Urbano fez suas aparições no Rio de Janeiro, na famosa “cidade maravilhosa”.

 Em tempos de carnaval, ele homenageou o samba após sentir o ar ritimista que os cariocas respiram ali. Marcou presença lá no alto dos Arcos da Lapa para que os turistas de outras cidades do Brasil e também os gringos, que se divertem embarcados no bondinho que passa sobre alguns metros do solo, pudessem conhecer e se lembrar de sua existência.

Conferiu a grande quantidade de viadutos que atravessam àquela cidade em meio a enorme quantidade de veículos poluentes que por ali trafegam a todo o momento, sob – e/ou sobre – mais um asfalto ordinário de uma grande selva de pedra litorânea.

 O Perneta viajante reparou que a cidade é bonita sim, porém, compreendeu a situação de abandono da região central, com sua vasta herança histórica, cujos prédios e monumentos antigos tomam conta da paisagem urbana entrante conflito entre as ruínas e as novidades arquitetônicas deste novo milênio, como há em todos os grandes centros das grandes capitais.

  Este Saci, mesmo que ainda esteja se adaptando ao ambiente urbano, por inteligência da sua natureza, observou a cidade e chegou à conclusão de que o centro, uma vez construído pelos colonizadores que em sua época tinham a total atenção das autoridades –  por ser uma esplendida construção que simbolizava o avanço da humanidade.

 Mas como tudo fica para fazer a “História”, que servirá de subsídio intelectual para a nova geração de seres humanos que a partir de livros escritos pelos “bbbs” (brancos-burocratas -burgueses) – não necessariamente nesta mesma ordem – , haverão novas construções de novos centros urbanos ao redor-e, aos redores dos antigos centros,  agora “históricos”.

 Então seguindo essa mesma ambição, que faz de uma moderna necessidade humana, marcar o tempo construindo o que serão no futuro, novas ruínas, até não se ter mais lugar geográfico para novas construções.

Talvez seja por isso que a imagem do consciente coletivo ilustra o futuro com prédios e automóveis flutuantes. Porque a “história” feita pelos homens brancos tomaram conta do solo, desrespeitando a t(T)erra, com constantes intervenções à natureza.

 De centro a centro a cidade fica desordenadamente ocupada. Daí vem o desequilíbrio. E cairão desses flutuantes somente aqueles que não tiverem o poder de consumo e outrora o poder tributário para continuar sua vida contemporaneamente ordinária.

em nota: O Saci Urbano não fez muitas intervenções na capital carioca, talvez,  por ter se assustado da forma com que a polícia expõe, da brecha entre o vidro e a janela do carro, o cano de suas enormes armas de fogo – ou é para intimidar os possíveis bandidos que ali estariam exercendo o direito de ir e vir, ou para fazer a propaganda de seus novos equipamentos para a aquisição dos traficantes.

Saci Urbano faz o que sempre faremos

A pedido do leitor, publico a imagem de mais uma aparição surpreendente do perneta que protagoniza a cena, com o próprio comentário deste caro leitor que aprecia as marcas da cidade.

por Allan Humberto:

Sou fã do saci urbano, realmente é um trabalho sensacional!!!
Gostaria de ver publicada a imagem do saci em um vaso sanitário com o dizer “isso é necessidade”, esse saci está localizado na avenida Alberto Soares Sampaio em Mauá próximo a ultragaz, e próximo as obras do rodoanel. Mais uma vez parabéns!!!

É o Saci Urbano VS Raloin

Veja só como são legais as festas de raloin… As pessoas, aqui brasileiras, se vestem com caracteres de cultura estrangeira e fazem das festas do mês de outubro uma “>=§ª&*#§>” só. Depois saem entorpecidas pelas avenidas públicas com seus carrões do ano, atropelando muitos “sacis” até chegarem ao conforto do lar.

Daí conversam fluentemente na internet com as possíveis amizades gringas,  depois de terem cursado seus 5 ou 9 anos em escolas de idiomas como “§=%$*ª°”, obrigadas (constar-no-currículo) a língua do imperialismo, para se dar bem na vida.

 Criticam as produções do nosso cinema nacional e lotam as salas dos cinemas “multipléquissis” que exibem a série de filmes “§*&ª§%#”, aqueles dos  bruxinhos

Queria ter Nascido lá.

As crianças querem se tornar super-heróis que voam e soltam teias de aranha. Começa assim mesmo. Depois gozam horas na virtualidade dos gueimes, que a sensação de realidade se assemelha com as cenas dos filmes róliudianos, como aquele do meu tempo, do cara cabeludo que usou faixa vermelha e foi matar vários vietnamitas para resgatar os cidadãos norte-americanos.

 

É isso… A guerra pode ser legal… Lutar na guerra… Matar pessoas inocentes… Para alguns povos que não exitam em perder o poder isso é bom. Para essas crianças que nasceram agora, quando for a hora, estarão preparadas – mesmo psicologicamente.                                                                                                                                             

Ser criança hoje em dia parece ser cafona demais. O lance mesmo é dar uma de adulto, pois os pais gostam disso, adoram exibir para os vizinhos o filho esperto e desenvolvido que produziu.  A “criança”, como gosta muito de ter a atenção pra si, não vai deixar a oportunidade passar. É fácil, é só prestar a atenção nas personagens da novela dazoito e copiá-las. Já viu ser mais esperto que “criança”? Talvez, no nosso processo de amadurecimento, quando deixamos de ser criança, é que nos tornamos o que não era para se tornar –  se não fosse o dinheiro e a televisão que nos sugerem desejos alheios… O que seremos nas próximas gerações?

 

Enfim, não acho tanto mal assim consumir um pouco duque os gringos nos oferecem. Desde que não esqueçamos dos nossos sacis, dos curupiras, dos bois bumbas, dos boitatás, das cucas, das iaras, dos mapinguaris, dos zumbis dos palmares, dos índios, e até dos chupa-cabras.

Acho que seria uma ótima idéia pegar o meu filho, levá-lo até a casa da vovó e pedir a ela nos contar as fascinantes histórias dos seres da floresta, de quando ela morava na roça.

 

Saci urbano Santo André_16

 

Talvez aliviasse os estragos causados pela agressiva invasão estrangeira em nosso território físico e lúdico.

Para todos os Brasileiros: Feliz dia 31 de outubro. Feliz dia do Saci e seus amigos.