O mundo tem que acabar logo!

 

Para nascer um mundo novo – pós, novo mundo.

Para curar a doença da humanidade;

Para purificar o ar e limpar toda essa atmosfera poluída.

Poluída de perfume francês, de vapor de picanha e dos flatos – odor “tuttifrutti”.

O mundo tem que acabar logo, visse!

Porque não há mais concerto pra essa gambiarra

 – Que gambiarra de progresso vertical é essa?

Construída pelos engenheiros e operários ordinários

Que cotidianamente preparam massa cinza.

Subordinada a velar a morte do organismo vivo

 – A Terra. Oh terra.

Há uma era capital.

Jaz o meio de vida natural.

O mundo tem que acabar logo, oxente!

Para nascer uma nova gente,

Uma gente mais animal duque racional.

Porque o animal se respeita

E o homem se despeita.

O mundo tem que acabar logo, jão!

Porque não adianta fugir pro campo

Nem pras matas, nem pro cerrado.

Nem pro deserto e nem pra lua.

Porque enquanto existirem satélites, rádios,

Antenas, microondas e cabos de internet,

O ser humano, por mais desenvolvido que seja,

Irá reproduzir o espetáculo da mentira do primeiro mundo.

O mundo tem que acabar logo, sô!

Para que haja a necessária revolução,

A sua própria revolução, homem.

Só assim serás digno de evolução.

Cria-se então um novo-mundo-novo.

Moto perpétuo.

Saci Urbano para Cidadão. Vote 777

Faltam poucos dias para as eleições deste ano de 2010, e o Saci Urbano logo viu a demanda de lixo visual nas calçadas e nas ilhas de muitas avenidas das cidades metropolitanas deste estado paulista de ser.

Conferiu o crime ambiental cometido pelos próprios candidatos a eleição –  uma vez que outros dessa mesma espécie criaram leis para punir os artistas de rua que deixam marcas visuais  bem mais interessantes que essa sujeira deslavada desses “puliticos” mal-feitores.

Olhando tudo isso, cheguei à conclusão de que o Saciu (Abreviação de Saci Urbano – sem se prender as normas da ABNT.) faria uma brincadeira com essa situação vergonhosa para o bom senso dos “cidadãos”. 

Foi então que apareceram algumas marcas de aparições com uma suposta campanha do Saciu para candidato a cidadão brasileiro.

Hahaha!… Mas é claro que o Saciu jamais quisera se tornar um cidadão deste país, pois assim ele estaria sentenciado a sua prisão de estado.

Estaria nas mãos do governo para ser mautratado de forma sutil e despercebido.

Teria que dançar conforme a “musica de câmaras” – se é que me entende!?… Não esbanjaria mais dessa liberdade natural que tem de aparecer “aqui-e-a-colá”.

Depois de muito tempo de pura ignorância por parte dos homens de poder é que o estado resolve adotar medidas de sustentabilidade – palavra tão recente propagada que escrevendo este texto me apareceu uma rasura de cor vermelha debaixo dela: “sem sugestões de ortografia”, e que eu também não achara no minidicionário da lingua portuguesa. Ou seja, se o progresso é este que primeiro destrói para depois construir e depois cria novas palavras que os “puliticos” e as empresas capitalistas acrescentam em seus discursos e propagandas fascistas, eu prefiro ficar no anti-progresso mesmo. Prefiro viver de forma simples e sentir a t[T]erra como sugere o nosso amigo desobediente dessas condições, o Saci Urbano.