Soltem os sacis!

Em Botucatu…

O sotaque é de interior paulista, sô.

E lá fizeram festa do saci.

Dizem que existem criadouros de sacis na terra dos “bons ares” *.

Se antes  seus criadores os prendiam na garrafa,

Agora não mais.

Pois o Saciu exige a liberdade para todos os seres.

Porque é um pecado contra a natureza querer amansar um saci.

 

à frente, escultura de Pedro Cesar

As “pessoas avançadas” de lá

São como as “pessoas atrasadas” da capital

Que também não acreditam em  sacis.

Dizem que isso é pra quem não tem o que fazer – tipo: conversa pra boi dormir.

Mesmo assim…

Aquela pequena cidade (quase que rural)

Comemorou no ano de dois mil e onze

O décimo-primeiro FESTIVAL NACIONAL DO SACI.

 

Que seja para resgatar a cultura caipira, sô.

E por em prática o que ainda lhe resta de sertanejo – sem códigos de barra.

Pois, nesses lugares onde a terra está cheia de donos,

Ainda há de se escutar numa conversa de caboclos…

A letra (R) completar uma “vorta” inteira,

Sem ter que derrapar na da frente

E nem se arranhar na de trás.

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botucatu é uma expressão da língua tupi-guarani que, em português, significa “bons ares”.*

 

Lançamento Oficial da Série Saci-Anti-Herói

 

Aqui está a marca da aparição do Saci Urbano (foto acima) que faz o lançamento Oficial da Série “Saci-Anti-herói”. 

 Agora é só ficar atento e observar sobre as ruas das cidades, as estilingadas que o Saci Urbano dará nesses “super-heróis”, que há anos, vem exterminando a nossa cultura popular brasileira. 

 Estas marcas das aparições estão localizadas na cidade de São Paulo. Mas já apareceram algumas no ABC também. 

cultura enlatada

 

ratos que fazem mau à cultura brasileira

 

Volte para os Prédios de Manratmam "ispaidermem"

É o Saci Urbano à Carioca

Quem chegar no Rio de Busão, vai conferir ao lado da Rodoviária Novo Rio

Nessa semana o Saci Urbano fez suas aparições no Rio de Janeiro, na famosa “cidade maravilhosa”.

 Em tempos de carnaval, ele homenageou o samba após sentir o ar ritimista que os cariocas respiram ali. Marcou presença lá no alto dos Arcos da Lapa para que os turistas de outras cidades do Brasil e também os gringos, que se divertem embarcados no bondinho que passa sobre alguns metros do solo, pudessem conhecer e se lembrar de sua existência.

Conferiu a grande quantidade de viadutos que atravessam àquela cidade em meio a enorme quantidade de veículos poluentes que por ali trafegam a todo o momento, sob – e/ou sobre – mais um asfalto ordinário de uma grande selva de pedra litorânea.

 O Perneta viajante reparou que a cidade é bonita sim, porém, compreendeu a situação de abandono da região central, com sua vasta herança histórica, cujos prédios e monumentos antigos tomam conta da paisagem urbana entrante conflito entre as ruínas e as novidades arquitetônicas deste novo milênio, como há em todos os grandes centros das grandes capitais.

  Este Saci, mesmo que ainda esteja se adaptando ao ambiente urbano, por inteligência da sua natureza, observou a cidade e chegou à conclusão de que o centro, uma vez construído pelos colonizadores que em sua época tinham a total atenção das autoridades –  por ser uma esplendida construção que simbolizava o avanço da humanidade.

 Mas como tudo fica para fazer a “História”, que servirá de subsídio intelectual para a nova geração de seres humanos que a partir de livros escritos pelos “bbbs” (brancos-burocratas -burgueses) – não necessariamente nesta mesma ordem – , haverão novas construções de novos centros urbanos ao redor-e, aos redores dos antigos centros,  agora “históricos”.

 Então seguindo essa mesma ambição, que faz de uma moderna necessidade humana, marcar o tempo construindo o que serão no futuro, novas ruínas, até não se ter mais lugar geográfico para novas construções.

Talvez seja por isso que a imagem do consciente coletivo ilustra o futuro com prédios e automóveis flutuantes. Porque a “história” feita pelos homens brancos tomaram conta do solo, desrespeitando a t(T)erra, com constantes intervenções à natureza.

 De centro a centro a cidade fica desordenadamente ocupada. Daí vem o desequilíbrio. E cairão desses flutuantes somente aqueles que não tiverem o poder de consumo e outrora o poder tributário para continuar sua vida contemporaneamente ordinária.

em nota: O Saci Urbano não fez muitas intervenções na capital carioca, talvez,  por ter se assustado da forma com que a polícia expõe, da brecha entre o vidro e a janela do carro, o cano de suas enormes armas de fogo – ou é para intimidar os possíveis bandidos que ali estariam exercendo o direito de ir e vir, ou para fazer a propaganda de seus novos equipamentos para a aquisição dos traficantes.

Galeria das aparições do Saci Urbano

Conheça a nova página desse sítio virtual em…

 | http://eosaciurbano.org/aparicoes/ | 

 

 

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Conhecendo a cidade grande

O Saci de monteiro Lobato pareceria gostar muito das crianças. Já o Saci Urbano não é muito diferente nesse aspecto. Ele ficou impressionado com as centenas de crianças que viu na rua: sozinhas entre elas, sem o conforto do lar, sem o parecer dos pais; sofrendo do pior e fingindo estarem felizes para a própria sobrevivência.

A figura que pinta de preto quer saber o porquê disso acontecer em cidades tão ricas e desenvolvidas? E porque da grande maioria ser negras?

 É… Todo Saci nasce esperto, sabendo tudo só que na floresta. Aqui, no meio urbano o Saci está adquirindo o conhecimento das coisas mais absurdas, existentes em todo o mundo.

saci urbano no pompéia